Diabetes Mellitus Tipo 2

Entre as linhas de pesquisa do Dr. Fernando Barros pela Fundação Oswaldo Cruz, está a cirurgia metabólica, aquela que visa prioritariamente a cura de comorbidades, principalmente o Diabetes Mellitus tipo 2. Entenda melhor como essa cirurgia está mudando o tratamento da doença.

Cirurgia Bariátrica e Metabólica

O termo cirurgia bariátrica nasceu no século XX e tem sua raiz etimológica derivada da palavra grega“baros” que significa “pesado” somado a palavra latina “iatricos” que significa “relativo ao tratamento médico”. Portanto, quando se começou a fazer a cirurgia bariátrica tinha-se apenas a intensão de fazer uma cirurgia que causasse a perda de peso. O termo “metabólica”, recentemente introduzido, visa prioritariamente a resolução de comorbidades devido a alteração do metabolismo que geralmente acompanham a obesidade mórbida, dai a designação atual do procedimento como cirurgia bariátrica e metabólica. Logo, entendemos como cirurgia metabólica aquela que visa prioritariamente a cura de comorbidades, principalmente o diabetes mellitus tipo 2 em não obesos, isto é, pacientes com IMC menor do que 35.

Diabetes tipo 2

O termo cirurgia bariátrica nasceu no século XX e tem sua raiz etimológica derivada da palavra grega“baros” que significa “pesado” somado a palavra latina “iatricos” que significa “relativo ao tratamento médico”. Portanto, quando se começou a fazer a cirurgia bariátrica tinha-se apenas a intensão de fazer uma cirurgia que causasse a perda de peso. O termo “metabólica”, recentemente introduzido, visa prioritariamente a resolução de comorbidades devido a alteração do metabolismo que geralmente acompanham a obesidade mórbida, dai a designação atual do procedimento como cirurgia bariátrica e metabólica. Logo, entendemos como cirurgia metabólica aquela que visa prioritariamente a cura de comorbidades, principalmente o diabetes mellitus tipo 2 em não obesos, isto é, pacientes com IMC menor do que 35.

Nos últimos anos presenciamos uma verdadeira epidemia de sobrepeso e obesidade mórbida em todo o mundo. Acompanhada na maioria das vezes do aumento de peso, o diabetes mellitus tipo 2 geralmente acompanha este perfil de doentes o que faz o problema ser ainda mais grave. A obesidade está frequentemente associada a Síndrome Metabólica e é um importante fator de risco de evolução para o diabetes melittus tipo 2 . Relatos do Sistema Único de Saúde (DATASUS) mostram que o diabetes é a quinta indicação de hospitalização do Brasil e está entre as dez maiores causas de mortalidade no país.

A incidência do diabetes mellitus tipo 2 tem aumentado rapidamente no mundo inteiro. Em 2010 a prevalência da doença foi estimada em 8,3%, e uma previsão assustadora está prevista para 2030, um crescimento de 9,9%. O gasto global com o diabetes melittus tipo 2  foi estimado em pelo menos 376 bilhões de dólares em 2010. O tratamento clínico se mostrou durante as ultimas décadas como pouco efetivo a longo prazo, principalmente em pacientes obesos ou com sobrepeso. Nas observações de inúmeros trabalhos mostrando que a normalização da glicemia e da resistência insulínica acontecia bem antes da perda de peso em obesos submetidos ao bypass gástrico, surgiu o novo conceito de cirurgia metabólica. Portanto, pacientes com diabetes melittus tipo 2 podem se beneficiar de uma cirurgia que inicialmente foi proposta para perda de peso, principalmente quando falamos em eficácia e durabilidade de tratamento: o by-pass gástrico.

O diabetes melittus tipo 2 , na verdade, é resultado de um grupo de doenças metabólicas caracterizadas principalmente por hiperglicemia resultante de defeitos na secreção de insulina, a ação periférica da insulina ou ambos. A hiperglicemia crônica da doença está associada ao longo prazo com danos, disfunção e falência de vários órgãos, especialmente os olhos, rins, nervos, coração e vasos sanguíneos.

Vários processos patológicos estão envolvidos no desenvolvimento do diabetes melittus tipo 2 . Talvez o principal deles é em consequência de anormalidades metabólicas que resultam na resistência à ação da insulina. As alterações no metabolismo dos carboidratos, gorduras e proteínas no paciente diabético leva a uma ação deficiente da insulina nos tecidos-alvo. Como resultado dessa resistência insulínica a longo prazo, pode haver falha por esgotamento das células ß pancreáticas e consequentemente piora do quadro metabólico.

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