Você já ouviu falar sobre gordura no fígado?

Você já ouviu falar sobre gordura no fígado?

A gordura no fígado, também conhecida por esteatose hepática, caracteriza-se por um acúmulo de gordura nas células do fígado, também chamada de infiltração gordurosa ou doença gordurosa do fígado. É muito comum e normalmente não provoca sintomas nos graus mais leves da doença; alguns pacientes com esteatose hepática queixam-se de fadiga e sensação de peso ou desconforto no abdômen superior direito, porém não há evidências que esses sintomas estejam relacionados ao acúmulo de gordura no fígado. e por isso é comum a doença ser descoberta quando o paciente faz ultrassonografia abdominal de rotina, ou na investigação de alteração de exames laboratoriais relativos ao fígado.

A doença tem origem genética e é agravada pelo estilo de vida sedentário e a má alimentação, com a grande ingestão de carboidratos e gorduras saturadas (gordura animal). Obesidade e diabetes, que são as doenças que mais atingem pessoas no mundo, são os principais fatores associados ao problema.

Cerca de 20% da população geral tem esteatose hepática e cerca de 60% das pessoas são obesas. Mais de 70% dos pacientes com esteatose são obesos, e quanto maior o sobrepeso, maior o risco.

Esteatose inicial ou leve é quando ocorre pequena deposição de gordura no fígado, se essa gordura persistir por um tempo prolongado ou se houver um maior acúmulo de gordura, pode acarretar dano às células do fígado, com inflamação, que chamamos de esteato-hepatite. Ou seja, após vários anos de esteatose pode ocorrer uma “hepatite” pelo excesso de gordura. A esteato-hepatite é um quadro bem mais preocupante que a esteatose, pois pode evoluir para cirrose hepática em cerca de 20% dos casos, que é a complicação mais temida da esteatose hepática.

A ultrassonografia costuma indicar o grau de esteatose hepática, sendo:

  • Grau 1 ou leve: quando há pequeno acúmulo de gordura
  • Grau 2: quando há um acúmulo moderado de gordura no fígado
  • Grau 3: quando ocorre grande acúmulo de gordura no fígado

Geralmente a medida mais eficaz para controlar a esteatose é a perda de peso, uma redução de 7% no peso corporal pode trazer bons resultados. Para isso deve-se ter uma dieta hipocalórica, evitar frituras, gorduras e doces e aumentar a ingestão de frutas, legumes, verduras e carnes magras. Porém, deve-se perder de peso de forma gradual, perdas muito rápidas podem agravar a esteatose. Pessoas com índice da massa corporal (IMC) normal não apresentam grandes benefícios com a perda de peso, pois a causa da esteatose não é o excesso de peso. Em doentes com obesidade mórbida, a cirurgia bariátrica pode ser uma opção.

Portanto, apesar da esteatose ser uma doença benigna na grande maioria dos casos, se não tratada pode evoluir de forma desfavorável. Por isso, todo paciente com diagnostico de esteatose hepática e, principalmente, esteato-hepatite deve iniciar tratamento para tentar reverter esse acúmulo de gordura.

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